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domingo, 8 de novembro de 2009


Chegou a hora de eu escrever diretamente. Diretamente pra você. Você que eu sei bem, lê isso aqui sempre que eu posto. Você que, eu também sei, sabe do tanto de coisas que eu já escrevi sobre a gente aqui, mas sempre tentando camuflar. Nunca fui boa em escrever coisas diretamente pra alguém, então imaginava estar escrevendo uma simples história, e conseguia. Eu, você, todos sabemos que essa semana muita coisa aconteceu, muita coisa mudou. Coisas que eu não queria que tivesem mudado nunca, como a amizade que a gente tinha. Quando eu te contava tudo, quando a gente combinava de se ver e nunca dava certo. Sinto falta de muitas coisas e isso engloba quando eu sonhei com você e tive a certeza de que era você que eu queria. E você nem ao menso sabia disso, enquanto todo mundo já havia notado e eu só negava. É por isso que me dói tanto tudo que aconteceu, o fato de ter te falado aquele monte de coisas que, parece que não resolveu nada. Você deve achar que tudo que eu te falo, que aquele 'eu te amo' que eu te disse ontem depois de ter feito tanta merda é em vão. Mas se fosse, eu não estaria me sentindo como estou hoje. Eu já disse milhões de vezes que não sei o que eu faço, você sabe. Eu não sei o que é o melhor pra mim, mas sei que o melhor pra você não sou eu. Você é a melhor pessoa que eu conheço e eu não mereço isso, mas dói tanto saber disso. Eu demorei tanto tempo pra aprender a não cair nas armadilhas da vida, que agora eu tenho medo de dar qualquer passo a frente, qualquer coisa que vá mudar algo em mim ou nos outros. Tenho medo de me magoar, mas acabo não pensando no quanto posso estar magoando os outros. Hoje eu só te peço, pela décima vez, que não fique mal. Eu te amo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


E saiu correndo apenas desejando que as coisas fossem mais fáceis para ela e seu pobre coração machucado. Depois de tantos pontapés e socos do destino, definitivamente não era mais a mesma. Da mesma forma que muitas vezes teve de aceitar que as coisas nem sempre eram como ela queria, chegou a hora do mundo aceitar isso. Pela primeira vez, ela quis sentir como era estar do lado oposto. E talvez não fosse tão legal assim. Não para uma garota como ela, tão diferente daquele no qual ela havia ferido o coração. Sem nem olhar para trás, suas últimas palavras foram ''fique bem, por mim''. As lágrimas, apesar de inevitáveis, tinham um gosto amargo de fim, apesar de nada ter ao menos começado. Seu coração batia forte a ponto de explodir em seu peito. Doía, mas havia chego a hora de pensar no que seria melhor para ela. E de uma certa forma, para ele. Não machucaria ninguém, não trairia a confiança de ninguém e, acima de tudo, não se machucaria novamente.

Ps.: O post ficou no dia 4, porque eu comecei a escrevê-lo no dia 4 e só terminei hoje.