Mostrando postagens com marcador Anyone Else But You.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anyone Else But You.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


Já era a tardezinha, o sol estava se pondo no horizonte enquanto eu e mais muitos adolescentes estranhos se embebedavam uns as custas dos outros.
- Vem cá.
- Eu?
- Claro.
Era estranho. Ele não tinha motivos para me chamar. Ok, tinha. Mas não assim... Eu era só uma diversão e sabia disso. Mas fui.
- Ei, por que você saiu andando, me chamou aqui pra quê?
- Você vai ver.
E andei atrás dele. Ele ia na frente, já me era costumeiro e dava uma visão melhor, sei lá. De repente ele parou. Parou e ficou ali, me olhando na calçada como se eu lhe devesse alguma palavra, algum gesto. Seus lábios formavam um biquinho, acho que já era automático isso: sempre que o via era assim. Mas eu achava bonitinho. Assim como quase tudo nele me dava uma alegria instantânea, uma vontade de sorrir.
E assim, instantaneamente como a alegria que ele me dava, eu senti seus lábios tocarem os meus devagar. E depois sussurrarem algo como ''ninguém pode saber''. Não sei, se ao menos estivesse entendido... Mas eu estava mais hipnotizada com tudo aquilo que acontecera, acho que esperei muito tempo sem saber. E aqueles lábios pequenos voltaram a beijar os meus, como por magnetismo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


O tempo foi passando e eles continuaram a se ver. Por vezes eram apenas encontros promovidos pelo acaso, por outras era o desejo de se encontrarem. E assim foram, durante mais ou menos 2 meses, um curando a carência do outro. Um dando o carinho que o outro precisava. O que antes era uma relação de ''oi e tchau'' se tornou algo mais complexo e emaranhado. Não digo que seja amor ou paixão, mas uma troca. Uma troca de tudo aquilo que precisavam e não encontravam em outra pessoa, a não ser um no outro. Acontece que da mesma forma que começou, terminou. Os dias foram passando e, não que a vontade de se verem havia acabado, mas não se viam mais. Não se beijavam mais. Não se tocavam mais. Não trocavam mais carinhos nem sussurros ao pé do ouvido. Não eram mais ele e ela. E então, em uma noite fresca daquelas em que o céu fica coberto de estrelas, se encontraram novamente. Por acaso, no meio de muitas pessoas, assim como muitas vezes. Ele estava acompanhado de uma bela moça de cabelos loiros. Ela, apesar de seus muitos pequenos romances, ainda estava sozinha. Intacta, talvez esperando ele chegar novamente, mexendo em seus cabelos e puxando seu rosto pra perto do dele. Mas isso não aconteceria. A felicidade era algo que estava transbordando de seus olhos toda vez que via aquela na qual, agora, habitava sua cama. Em um gesto sem pensar, ela se aproximou do casal.
- Me dá um gole?
Estendeu sua mão em direção à ele, que segurava um refrigerante em suas mãos. Ele, sempre educado, estendeu a latinha. Ela bebeu, sentindo o líquido gelado entrar em sua boca e descer pela sua garganta. Estendeu a latinha de volta, e saiu andando.
Foi a última vez em que sentiu o gosto dos lábios dele.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


Uma semana depois daquele Dia dos Namorados, eles acabaram se encontrando novamente na casa de uma amiga. Ela permanecia em pé, ao lado do sofá com seu copo de cerveja na mão. Ele sentado, apenas olhando o movimento.
- Oi, né?
A voz dele estava meio rouca, talvez tivesse sido o show de rock da noite passada. Ela abriu um sorriso e disse, tentando disfarçar as maçãs do rosto que estavam coradas.
- Desculpe, não havia te visto aí. Tudo bem?
Ele demorou pra responder. Talvez estivesse pensando se realmente estava bem, mesmo depois da bebedeira, do show e das pancadas que recebera.
- É, pode-se dizer que estou bem.
Ela se sentiu envergonhada por não ter o que dizer. Ficou enrolando as pontas dos cabelos cor de cobre com os dedos e olhando para seus sapatos verde-mar. Ele ficou apenas observando os traços delicados da pequena moça. Ao fundo, alguém chamou o nome dela. Quando se virou para ver, foi mais uma vez surpreendida pelo rapaz, que a puxou para o seu colo sentado no sofá. Ela se corou novamente e ele murmurou
- É estranho, mas eu já esperava te ver aqui hoje.
Quando ela foi dizer que o real motivo da presença dela era ele, os doces lábios do rapaz tocaram os seus novamente, deixando as palavras assim, meio sub-entendidas.
Passaram o resto da noite naquele sofá, por vezes trocando apenas olhares e sorrisos, por outras beijando-se como da primeira vez.

domingo, 18 de outubro de 2009


Era dia dos namorados.
Ele sozinho, ela também - decidiram se ver.
Parece algo clichê, mas o que aconteceu logo de cara não propõe o final que a história realmente teve.
Não eram amigos, amizade talvez fosse um sentimento muito complexo para definir a relação entre os dois. Eram meros conhecidos, se viam de vez em quando, só de passagem. Outras vezes ouviam falar um do outro, nada concreto e muito menos sentimental. Quanto a opinião que um tinha sobre o outro, bem, não era bem formada...
Mas voltando ao 12 de junho daquele ano, era uma noite quente. Resolveram sair para beber, algo nada romântico (e nem era para ser). Acabaram encontrando alguns amigos em um bar e por ali ficaram. Entre cervejas e cigarros, alguns casais se formaram e, outros já formados, se beijavam apaixonadamente. Ele olhou pra ela. Ela retribuiu o olhar. Resolveram sair para andar pelo parque ali perto, só com aquela troca de olhares.
Andaram em silêncio, apesar de no fundo terem muito a dizer um para o outro. As horas passavam e, embora continuassem a andar sem se quer trocar uma única palavra, cansaram do silêncio.
- Quer ir para a minha casa?
Ela quebrou o silêncio. Talvez essa não fosse a frase mais adequada, mas foi exatamente isso que ele esperava ouvir.
- Eu adoraria.
E foram. Ela abriu a porta, ele entrou. Fechou a porta e, ao se virar, foi surpreendida com um beijo. Doce, da forma como ela imaginava ser os lábios dele. Olhou nos olhos do rapaz, talvez ele não fosse mesmo um mero conhecido.
Voltaram a se beijar, dessa vez, não mais como duas pessoas que mal sabiam da existencia uma da outra.